sexta-feira, outubro 7

Indefinições continuam após mais uma reunião, eita novela longa...

Posted by Jackson Souza on 12:15 | No comments

   A categoria conversou novamente com o chefe de gabinete, Ivo Gomes, e deve realizar assembleia, hoje, às 15 horas
    Do lado de fora do Palácio da Abolição, por volta das 16 horas, cerca de 200 professores e alunos da rede estadual de ensino aguardavam pelo resultado de mais uma reunião entre o Governo do Estado do Ceará e representantes do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), na esperança de que o piso nacional fosse concedido. Ainda não foi dessa vez. O encontro terminou por volta das 22 horas, com poucos professores à espera.

    O presidente da Apeoc, Anízio Melo, afirmou que a reunião foi importante, mas também declarou que a categoria não vai abrir mão do piso nacional. "É um processo gradual, as negociações avançaram, mas temos que entender que o debate precisa acontecer. Com certeza, independentemente de qualquer punição, a soberania é da categoria, que deve decidir amanhã (hoje), às 15 horas, no Ginásio Paulo Sarasate, pela manutenção ou não da greve", disse.

Anízio adiantou que, caso os professores não retornem às salas de aula, as punições do Governo serão as seguintes: abertura de processos administrativos contra os que não abandonarem a greve, contenção do vale-refeição e do vale-transporte, além da execução da multa determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará.

De acordo com a titular da Secretaria de Educação do Estado do Ceará, Izolda Cela, os pontos discutidos na reunião foram importantes para que haja um acordo que atenda às reivindicações dos professores. Ela acredita que, hoje, a categoria deve retornar às atividades.

"Se a greve for suspensa, o Governo tem 30 dias para formular uma proposta conforme o orçamento com o qual o Estado lida. Esperamos da categoria uma resposta positiva, porque o Governo deseja restabelecer as negociações. É nossa responsabilidade", afirmou, adiantando que, com a suspensão da greve, na próxima segunda-feira, às 14 horas, haverá uma nova reunião, desta vez na Secretaria da Educação do Estado (Seduc).

Durante o encontro de ontem, Anízio Melo avaliou a reunião ocorrida na última quarta-feira, mediada pelo Ministério Público Estadual e pela Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Ceará (OAB-CE), na qual a Comissão de Fiscalização do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) apresentou uma tabela salarial para a categoria. No entanto, Anízio deixou claro que a proposta não foi aprovada pela categoria, que deseja a repercussão do piso nacional na carreira.

Punição
Ivo Gomes, chefe de gabinete do Governo, reiterou que, caso a greve seja suspensa hoje, não haverá punição aos professores, seja na forma de descontos ou demissão. Ele disse, ainda, que os educadores do Ceará sairão da greve em condições melhores do que os professores de outros Estados que também fizeram paralisação.

Durante o processo de negociação, foram elencados 11 parâmetros como, por exemplo, as diretrizes e princípios da mensagem do Executivo aprovada na Assembleia Legislativa não serão aplicados na proposta a ser elaborada; ganho real para toda a carreira, com destaque para o salário inicial do professor e para a valorização dos que estão em início de carreira; valorização dos professores especialistas, mestres e doutores, com a manutenção da proporcionalidade entre todos os níveis; reafirmação do compromisso de implementação do 1/3 hora atividade extra-classe, de forma escalonada, a partir de 2012, e realização de concurso, no próximo ano, para contratação de novos educadores.

Além da presença de 12 professores, de Ivo Gomes e de Izolda Cela, a reunião também contou com a participação do deputado federal Artur Bruno (PT) e do deputado estadual Lula Morais (PC do B).

A greve já dura 64 dias. Mais de dez reuniões aconteceram, no entanto, Governo e professores não chegam a um acordo.

RAONE SARAIVA
REPÓRTER DO JORNAL "DIARIO DO NORDESTE
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