sábado, outubro 29

Necessitamos enlouquecer para melhorarmos nossa sociedade. Os diferentes que fazem a diferença!

Posted by Jackson Souza on 15:10 | 2 comments
    Podem até me chamarem de LOUCO, porém os únicos loucos são os que matam por prazer, os que roubam o direito da sociedade, os que prometem e não cumprem, os que torturam a quem não tem defesa, os que tem preconceito com o diferente, os que tentam cala a verdade, os que estragam enquanto poderiam dividir, os que alienam os sem conhecimento, sou louco não por ser louco, mas por ser um normal entre loucos.




 Muitos que um dia chamamos de louco foram os que melhoraram o nosso mundo, um disse um dia que a terra era dedonda, um disse um dia que iriamos a lua, um disse um dia que existia gravidade, um disse um dia que era filho de Deus e fizeram a diferença. Os que chamamos de louco hoje serão os sabios de amanhã...


           DIÁLOGOS ENTRE O “HOMEM LOUCO” E A CIVILIZAÇÃO

      Deus, deus-Razão e deus-Comunismo foram os últimos deuses a fracassarem. Prometeram muito e hoje suas lembranças jazem nos túmulos da História. Falharam, talvez, porque ousaram prometer um caminho onde a humanidade deveria chegar: o caminho da felicidade - um destino final.
     Tamanha ingenuidade de querer colocar um fim onde não há fim, querer desbravar um caminho onde todos caminhariam sob a tutela dos guardiões do progresso, da segurança e do conforto. Nós, os homens loucos *, vemos surgir dos próprios caminhos, caminhos que nos levam a outros caminhos, de tal forma que andamos por caminhos sem ter caminhos. Não queremos chegar a um fim porque dançamos à circularidade do devir. Sejam noites ou dias, afirmamos o instante, acolhemos as alegrias e as tristezas, e no turbilhão do inaudito a casualidade nos brinda. - Brindamos à Vida.
     Quando vós, os sóbrios, vêm nos vender as invenções da modernidade para fazer calar os instintos, transformar a lascívia em doença, o prazer em desprazer e nos oferecer uma nova fórmula da felicidade, desatamos a rir da civilização que nos apresenta como um complexo de calabouços que formam um mundo forjado: o planeta Liberdade.
     Não somos pessimistas, pelo contrário, vós, os polidos pela civilização é que negam a vida, pois colocam o prazer sempre no futuro e fecham os olhos para o berço da felicidade: o sofrimento e a dor.
     Nós, os loucos, costumamos nos alimentar daquilo que é rejeitado pelo
homem liberal econômico: não acreditamos no futuro nem no progresso,
pois estes estão presentificados no devir; sabemos cultivar as crises que nos são momentos para alcançar níveis superiores; não esperamos um destino final, um produto redentor, ou o cessar de todos os conflitos, pois a vida nos apresenta como múltiplos e constantes encontros de forças casuais das quais resta-nos, com a razão abraçada à não-razão, reinventar-se a cada instante, fazendo das idéias nossas serviçais e não as nossas senhoras, jogamo-nos diante do abismo do inaudito como os faunos se lançam às florestas, e é lá que dançamos, bebemos e cantamos.
Reações:

2 comentários:

  1. Esse que idizem ser normais em senador sá é o quenão falta, começando por esse politicos...

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  2. Esses politicos são os primeiros a sugar nossa energia social, uns sangue sugas...

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