terça-feira, outubro 18

O pior crime existente em uma sociedade. "PRECONCEITO", Todos nós temos?

Posted by Jackson Souza on 15:27 | No comments


O que é preconceito e a origem dos preconceitos

     A complexidade da real origem dos preconceitos é uma das grandes dificuldades que o ser humano enfrenta para entender como respeitar e amar o próximo de forma objetiva e sensata.
     Embora esse assunto seja pouco comentado no ambiente escolar, os preconceitos podem ser divididos em dois segmentos: um segmento é maléfico à sociedade e o outro benéfico. O segmento maléfico é constituído de preconceitos que resultam em injustiças e são baseados unicamente nas aparências e na empatia. Já o segmento benéfico é constituído de preconceitos que estabelecem a prudência e são baseados em estatísticas reais, nos ensinamentos de Deus ou no instinto humano de auto-proteção. Em geral, os preconceitos benéficos são contra doenças contagiosas, imoralidades, comportamentos degradantes, pessoas violentas, drogados, traficantes, bêbados, más companhias, etc. Na verdade, é muito difícil definir o limite exato entre preconceito maléfico e preconceito benéfico. Por isso, a liberdade de interpretação pessoal deve ser sempre respeitada.
      É importante entendermos, também, que cultivar o amor ao próximo não significa exterminar preconceitos. Tentar destruir preconceitos à força é cultivar o paganismo e deixar entrar todo tipo de sujeira comportamental na nossa sociedade. No paganismo, (atualmente camuflado sob o título de “pluralismo” e “laicismo”) tudo é permitido e nada é considerado errado.
     Na década de 90, supostos defensores de direitos humanos (agindo como defensores de “anomalias humanas”) deformaram a palavra preconceito, a palavra amor, a palavra cultura e várias outras. Parece que a intenção era confundir o significado destas palavras e abrir caminho para oficializar práticas pagãs na sociedade brasileira. De fato, nos anos seguintes constatamos o aumento da infidelidade conjugal, do homossexualismo, do feminismo, dos rituais satânicos em diversas regiões, da prostituição em diversos níveis e de outros comportamentos considerados pela maioria da sociedade como degradantes e imorais, porém “justificados” como festivos e culturais.
Infelizmente, uma parte da mídia vem usando uma máscara de amor ao próximo para condenar as discriminações de caráter preventivo e apregoar a indiscriminação total e generalizada. Essas pessoas, de ideais utópicos e incomuns, têm atribuído conotações exclusivamente pejorativas, à palavra preconceito, para desmoralizá-la e destruir seu efeito preventivo (o lado benéfico). No fundo, querem semear “ervas daninhas” em nosso meio e contaminar a nação com hábitos idólatras e pagãos.
      Ao contrário do que tais pessoas têm apregoado, tudo o que não devemos fazer, nesta área, é praticar a discriminação injusta e precipitada, contra o nosso próximo, seja ele quem for ou quem quer que aparente ser. No entanto, fazer uso de conceitos concebidos de maneira prévia, porém comprovados estatisticamente ou orientados por Deus (através da Bíblia, por exemplo), é um direito legítimo principalmente porque faz parte do sistema, instintivo, de defesa do ser humano. Todo cidadão deveria ter a liberdade e o direito de fazê-lo sempre que achasse necessário.
A estrutura biológica humana também faz uso de preconceitos (de anticorpos) para se defender de vírus e bactérias caracterizados como nocivos. Em geral, os anticorpos repudiam tais invasores antes que se multipliquem e contaminem todo o corpo (um efeito preventivo de origem natural). A medicina avançada também produz vacinas artificiais para desenvolver preconceitos biológicos (do sarampo, da poliomielite, do tétano e de várias outras doenças consideradas infecto-contagiosas). O objetivo é deixar o sistema imunológico preparado para quando o vírus nocivo chegar, o corpo, já vacinado (previamente avisado), esteja prevenido e se defenda antes que o vírus se multiplique e cause maiores problemas. Portanto, o preconceito por si só não é sinônimo de sub­desenvolvimento. Na verdade, quando bem usado é sinônimo de prevenção e de prudência. A maioria dos povos civilizados e prósperos desenvolveu-se fazendo separação entre o certo e o errado e o bem e o mal. E, o preconceito, quando fundamentado em experiências reais ou nos ensinamentos de Deus, é um método preventivo que se antecipa ao erro e ao mal evitando a disseminação de maus hábitos e a conseqüente destruição da sociedade.
      Se a sociedade brasileira deseja combater o preconceito injusto e a discriminação indevida, a solução não é impor igualdade mascarada e fictícia por intermédio de leis. A solução é admitir e esclarecer as diferenças, as aparências e as realidades para que o sistema de defesa humano as compreenda e não rejeite o que for normal e saudável. Tentar impor qualquer tipo de igualdade, por força de lei, é semear a falsidade, a hipocrisia, o desrespeito e, por conseqüência, a violência. Amar, não é simples­mente compreender, tolerar e querer bem ao próximo. Amar o próximo é também ter a coragem de repreendê-lo para que se torne bem-sucedido como ser humano e cidadão.
Seria muito bom se o povo brasileiro compreendesse que a liberdade pacífica, de praticar o justo e fundamentado preconceito (o benéfico), é mais útil a uma nação do que a proibição de usar a intuição humana e o prévio conceito como medida preventiva. Só umas poucas minorias é que entendem que devemos considerar todo mundo em igualdade absoluta e irrestrita (sejam sadios, doentes, crianças, homens, mulheres, traficantes, viciados, gays, pedófilos, estupradores, prostitutas, lésbicas, ladrões, gente de bem, aidéticos, etc.). No entanto, a grande maioria das pessoas, àquelas que se preocupam com o futuro da humanidade e que sabem dosar o amor com a disciplina, percebem a necessidade da moderação nestas questões. Na verdade, a constituição prevê que o, Estado, não pode fazer diferenciação entre as pessoas, mas, em minha opinião, nós, cidadãos comuns, podemos e precisamos respeitar o comportamento de cada pessoa segundo seu merecimento individual. Temos que levar em conta o risco de boa ou de má influência que cada pessoa eventualmente nos ofereça, segundo nossa própria interpretação pessoal porque, nesse país, a expressão do pensamento é livre e inviolável.
       A liberdade de expressar o pensamento e a opinião, sobre qualquer tema, é o maior bem que uma sociedade democrática pode cultivar e garantir a todos os seus cidadãos. O direito constitucional de livre expressão deve nortear toda e qualquer polêmica a respeito de pontos de vista e opiniões, para que as verdades e as mentiras do dia a dia venham à tona e se tornem do conhecimento de todos, aperfeiçoando, assim, as práticas democráticas desta sociedade e a plena cidadania. 


Pesquisa mostra "racismo camuflado" no Brasil
            O racismo no Brasil fica mais evidente quando o brasileiro identifica o negro com seu papel social. A constatação, obtida por meio de pesquisa, é da psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, Ângela Fátima Soligo.
            Na pesquisa, a professora, ou colaboradores treinados, pediu aos entrevistados que atribuíssem dez adjetivos aos homens e mulheres negros. Nessa primeira fase, houve equilíbrio. Os pesquisados utilizaram adjetivos positivos para definir os negros, como competentes, alegres, fortes. Em seguida, eles foram estimulados a qualificar esses adjetivos, atribuindo-lhes características.
            O resultado final revelou que a maioria dos entrevistados, aí incluídos também os negros, limita-se a reproduzir os chavões sociais. O negro é alegre porque gosta de samba e Carnaval, forte porque se dá bem nos esportes e competente para trabalhos braçais. “O adjetivo é positivo, mas o papel social ligado ao negro mostra um preconceito arraigado na nossa cultura", apontou a professora.
            Mesmo nas exceções, a regra se confirmou. "Houve um entrevistado que disse que o negro pode ser um advogado competente, mas apenas para livrar outros negros da cadeia, isolando-os à condição de bandidos e marginais", comentou Ângela. Ele reforçou a já conhecida tese de o brasileiro pratica o "racismo camuflado", na teoria diz que não tem preconceito, mas prefere limitar a raça negra a algumas categorias. "Não houve identificação do negro como intelectual ou político", afirmou.
            Os dados da pesquisa foram semelhantes em todos os Estados pesquisados, inclusive na Bahia. Ela apontou que o modelo, a conduta e a história dos brancos são mais valorizados na sociedade. Com isso, os próprios negros acabam incorporando uma imagem negativa sobre sua raça.
TST fez primeiro julgamento sobre racismo - 1996
           Ex-funcionário alega ter sido demitido da Eletrosul, em Santa Catarina, por ser negro.                           Negro, 48 anos, Vicente apelou e ganhou a causa em várias instâncias, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) inclusive, que considerou o racismo como um dos motivos da demissão do funcionário. Vicente trabalhava na Eletrosul havia 17 anos, exercendo a função de assistente técnico. Em 1992, foi colocado numa lista entre outros 2 mil funcionários, que deveriam deixar a empresa, mesmo contra sua vontade.                  
            Em janeiro do ano passado, conseguiu, na Justiça do Trabalho, em Santa Catarina, uma liminar garantindo sua reintegração. No processo, três testemunhas depuseram em favor do funcionário e alegaram que havia conotação racista na demissão. "Eles disseram que meu chefe havia dito que poderia, a partir de agora, 'branquear' o departamento e um 'negão' iria embora". Na decisão, os juizes do tribunal confirmaram a existência de racismo. "Eles confirmaram o racismo e alegaram ainda, que uma empresa estatal como a Eletrosul, não poderia tê-lo demitido, sem que houvesse uma justa causa", explicou o advogado de Vicente.                        
                   O caso do funcionário está sendo acompanhado pelos Ministérios da Justiça e do Trabalho, além da Organização Internacional do trabalho (OIT).
         No processo, a Eletrosul confirmou as afirmações do funcionário, mas alegou que se tratava de uma brincadeira.

Preconceito continua impune no Brasil

Apesar de existirem leis e alguns inquéritos, ninguém foi condenado por racismo.
            Levantamento realizado pelo promotor e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Christiano Jorge Santos mostra que o crime de discriminação ainda é ignorado pela polícia e Justiça no País. Em 22 Estados, entre 1995 e 2000, foram registrados 1.050 boletins de ocorrência, que resultaram em 651 inquéritos. Deste total, porém, apenas 394 viraram processos judiciais.
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