segunda-feira, junho 8

Municipal: Saiba mais sobre o crime do dentista preso em Serrota! Informações da época e uma entrevista concedida pelo acusado!

Posted by Jackson Souza on 16:04 in , , , | No comments

     Abaixo reportagens feitas logo que o corpo foi encontrado, em 2003, e no fim uma entrevista concedida pelo acusado Rivial Chiarini ao site da região de Americana. Para que possamos entender mais sobre o caso, que chocou Senador Sá, quando foi descoberto e preso ao esconder-se no município. Não vamos julgar e\ou incriminar, pois esse papel é da justiça. Mas como já diz o ditado "Quem não deve, não teme!" Assim fique com o material apurado pelo blog Cartão Vermelho:

CRIME BRUTAL

Polícia identifica jovem morta

Auxiliar de Americana havia desaparecido em 2002; corpo foi encontrado em Capivari

Maria Ângela Alves - Região

  Um dragão tatuado na perna esquerda foi a característica-chave para que a Polícia Civil de Capivari identificasse, na terça-feira, o corpo da auxiliar de dentista Relaine Argona Ferreira, 23, que morava no bairro São Luiz, em Americana, e estava desaparecida desde junho de 2002. O corpo da vítima foi encontrado em agosto do ano passado, sem as vísceras, no Rio Capivari (leia reportagem abaixo), mas foi enterrado sem identificação. Apontado como principal suspeito da morte da auxiliar, o dentista R.C., 53, também de Americana e namorado da vítima, foi ouvido, ontem à tarde, pela polícia de Capivari e negou a autoria do crime.
  Segundo a mãe da vítima, Neusa Argona Ferreira, 39, Relaine trabalhava no consultório do dentista, localizado no Centro de Americana. Ela afirmou ainda que a filha estava grávida de três meses e contou o fato dias antes do último contato entre ambas, em junho de 2002. Relaine teria dito ainda a Neusa que o namorado não queria permitir o nascimento do bebê. Segundo o delegado de Capivari, responsável pelo inquérito, Luís Antônio Brandão, o laudo elaborado pelo IML (Instituto Médico Legal) não constatou gravidez na vítima. Mas o corpo foi encontrado sem as vísceras (leia texto abaixo).
  O homicídio de Relaine foi descoberto pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana, na terça-feira, e divulgado ontem. O inquérito seria arquivado pela polícia de Capivari, devida à não identificação do corpo. Uma mensagem enviada pelo delegado de Capivari, Luís Roberto Brandão, às unidades da Polícia Civil no Estado, antes de arquivar o processo, chamou a atenção dos investigadores da Dise. Os policiais Selma Lopes, Benedito Sardinha, Fernando Gasparino e o delegado Marco Antonio Pozetti verificaram que havia denúncia de uma mulher desaparecida com a mesma tatuagem e descrição física.
  Apesar da filha ter desaparecido em junho de 2002, a mãe, desconfiada, resolveu registrar o boletim de ocorrência em março deste ano. Neusa esteve em Capivari com a equipe da Dise na terça-feira e reconheceu a tatuagem e roupas usadas pela filha através das fotografias retiradas pelo IC (Instituto de Criminalística). “Não tenho a menor dúvida. Era a tatuagem dela e reconheci a bota que eu comprei e tinha dado de presente a Relaine”, lamentou Neusa. Brandão requisitou a elaboração de um exame de DNA para comprovar a identidade.
  Brandão ouviu ontem o depoimento do acusado, preso sexta-feira em um bar, no Centro de Americana, que negou o crime. Ele está preso, através de mandado de prisão temporária, expedido pela Justiça de Capivari. O delegado acredita que o crime tenha sido cometido por mais de uma pessoa.






Requintes de crueldade

  O corpo da auxiliar de dentista Relaine Argona Ferreira foi encontrado por um pescador no Rio Capivari, próximo a uma cachoeira, na divisa de Capivari com Rafard, em agosto do ano passado. O crime aconteceu com requintes de crueldade. Os policiais civis do município explicaram que, devido à estiagem, a vazão do rio estava baixa e foi possível localizar o corpo. O pescador sentiu o forte odor e chamou a polícia.
  Relaine foi encontrada enrolada em um cobertor amarrado com arame. O rosto da vítima estava em adiantado estado de decomposição, mas, como estava embrulhado, o corpo ainda se manteve conservado. A tatuagem do dragão na perna esquerda estava muito visível e a polícia se apegou ao detalhe.
  Segundo o delegado Luís Roberto Brandão, o corpo estava com várias perfurações no adbômen e sem as vísceras. Para impedir o corpo de boiar, foram colocadas pedras e um bloco de concreto recheado com cimento foi amarrado na cintura da vítima. Antes de concluir o inquérito sobre a morte da mulher desconhecida, o delegado decidiu encaminhar nova mensagem a todas as unidades da Polícia Civil. A Dise comparou a descrição com a mulher desaparecida em Americana e conseguiu esclarecer o mistério.
  Segundo o delegado, o dentista é suspeito, pois contou versões diferentes à família da vítima e tem familiares em Rafard, cidade vizinha a Capivari.


(MAA)


AUXILIAR ASSASSINADA

Crime ocorreu em Americana, diz polícia

  A Polícia Civil de Capivari descobriu que a auxiliar de dentista Relaine Argona Ferreira, 23, foi assassinada em Americana e apenas “desovada” no Rio Capivari, onde foi encontrada mutilada, dentro de um saco plástico, em agosto de 2002. O delegado de Capivari, Luís Roberto Brandão, afirmou que fez diligências em Americana, colheu depoimentos e descobriu o lugar onde Relaine foi assassinada. Entretanto, o delegado afirmou que não poderia fornecer maiores detalhes para não atrapalhar as investigações. As investigações serão conduzidas, agora, pela Policia Civil de Americana.
  “Este é um caso que me dediquei pessoalmente e já sabemos onde ela foi assassinada em Americana. Ela foi apenas desovada aqui”, explicou o delegado Brandão. O corpo da auxiliar de dentista foi identificado em dezembro de 2003, por causa de uma tatuagem que ela usava na perna. A família também reconheceu as roupas e a vítima, através de fotografias da Polícia Civil.
  O dentista R.C., 53, morador do Parque Novo Mundo, em Americana, suspeito do crime, teve a prisão temporária decretada por 60 dias e foi liberado pela Justiça de Capivari este mês. Ele está trabalhando normalmente, no consultório que mantém no Centro de Americana.
  O corpo de Relaine foi identificado em dezembro de 2003, apesar de ter sido localizado no Rio Capivari em agosto de 2002. Relaine teve as vísceras e arcada dentária arrancadas e o corpo foi amarrado com pedras e jogado no rio. A vítima foi localizada durante o período de estiagem. Segundo a mãe adotiva da vítima, Neusa Argona Ferreira, 39, Relaine trabalhava no consultório do dentista e os dois mantiveram um relacionamento amoroso por anos.
  O último contato da vítima com a família foi em junho de 2002. Neusa disse que o dentista dizia que Relaine estava bem e trabalhando na Capital. Como ela não procurou pelos parentes nem mesmo no Natal, começaram a desconfiar do desaparecimento. A mãe resolveu procurar a polícia para comunicar o desaparecimento, em março de 2003.
  Nove meses depois, quando a Polícia Civil de Capivari encerrava o inquérito, policiais da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) reconheceram, através de uma tatuagem na perna, que o corpo encontrado no Rio Capivari era o da filha desaparecida de Neusa Ferreira.
(Maria Ângela Alves)


Dentista nega ter matado a auxiliar de consultório

Acusado também disse que não teve relacionamento com a vítima

Da Redação - Americana

O dentista R.C., 53, morador do Parque Novo Mundo, em Americana, acusado de matar a auxiliar de dentista Relaine Argona Ferreira, 23, negou a autoria do crime, assim como ter mantido qualquer relacionamento amoroso com a vítima. C. concedeu entrevista ao TodoDia na sexta-feira, onde afirmou que Relaine nunca trabalhou em seu consultório e foi apenas sua cliente e amiga por sete anos. C. frisa ainda que a moça não estava grávida e diz que a polícia não encontrou nenhuma prova nas buscas realizadas em sua casa.
Relaine foi identificada pela Polícia Civil de Capivari em dezembro de 2003, como sendo a mulher encontrada morta no rio de mesmo nome do município, em agosto de 2002. Segundo o delegado daquele município, Luís Antonio Brandão, o corpo estava sem as pontas dos dedos, a arcada dentária e teve as vísceras arrancadas. O delegado disse na época que o assassino colocou pedras dentro do adbome da vítima e enrolou em um saco plástico, jogando no rio.
O inquérito seria arquivado, quando Brandão decidiu fazer um último alerta à rede da Polícia Civil, com as características da mulher. A equipe da Dise (Delegacia de Investigações Gerais de Americana) identificou como sendo a mesma pessoa desaparecida em Americana, por causa de uma tatuagem de dragão na perna esquerda de Relaine. A irmã, Neusa Argona Ferreira, 39, disse que a auxiliar estava grávida e afirmou na polícia que o dentista era namorado da vítima. O delegado afirmou que o laudo do IML não apontou a gravidez.
O dentista C. foi preso como o principal suspeito e teve a prisão temporária decretada pela Justiça por 60 dias. O acusado foi libertado no início de março e permanece trabalhando em seu consultório. Na semana passada, o delegado Brandão divulgou que as investigações apontaram que Relaine foi assassinada em Americana e o corpo “desovado” no Rio Capivari. Com isso, as investigações passam a ser feitas pela Polícia Civil americanense. Leia a entrevista com o dentista:
TodoDia - Qual a sua posição sobre o crime agora que foi libertado?
R. C. - Essa notícia que saiu que estava grávida não é verdade. Foi constatado no laudo do IML (Instituto Médico Legal). Não teve os dedos cortados e os dentes arrancados. Inventaram muito. Nunca trabalhou para mim. A moça fazia programas. Inventaram muito. Essa coisa de que puseram pedras dentro e arrancaram as vísceras não é verdade. No laudo do IML não tem nada disso.
Mas, essa foi a versão dada pela Polícia Civil. O senhor acha que queriam incriminá-lo ou foi um engano?
O Brandão (delegado de Capivari Luís Brandão) é gente boa. Ele sabe. Não tinha nada com ela (vítima). Foram na minha casa na Praia Grande, no meu sítio, na casa da minha mulher e não encontraram nada.
Então, as afirmações sobre como a Relaine foi morta são falsas?
Isso que falaram que estava com pedras dentro, que teve os dedos cortados e os dentes extraídos não tem nada disso. Tenho um monte de clientes como prova que voltaram aqui e sabem que não faço isso.
O senhor nega o crime?
Neguei e nego. Ela saia com umas cinco ou seis pessoas. Se fosse minha amante, minha namorada, minha esposa, aí tudo bem, mas não tinha nada disso. A irmã dela falou que tinha coisas aqui no meu consultório e não acharam nada. Foram presas meia dúzia de pessoas, até o ex-marido dela (da Relaine) e um rapaz que deu um tiro nela uma vez, mas agora só o meu caso foi dito, né. Porque dá mais ibope.
A Polícia Civil divulgou que foi preso apenas um outro suspeito e foi liberado.
É o R.
Como está o caso?
O processo voltou para cá porque ela foi morta aqui. Está no Fórum, é só procurar e dar uma olhada. Não vai dar mais nada porque não tem nada. Já vistoriaram tudo.
Qual é a sua versão sobre a acusação?
A versão é que não devo. Eu conhecia bastante (a vítima), dava carona, mas não paguei o aluguel para ela e não montei casa (como afirmou a irmã). Não tem nada a ver. Tenho mulher. Eu saia com ela às vezes. Trocava dólar para ela. Conheço há uns seis ou sete anos e tratava os dentes comigo.
Ela foi sua cliente?
Foi cliente e amiga da secretária que tive há uns 10 anos.
Ela trabalhou para o senhor?
Nunca trabalhou para mim. Nunca foi assistente. Inventaram muita coisa. Tenho 50 clientes que provam isso. Clientes antigos e novos.
Qual é a verdade do caso então?
A verdade é que eu dava carona para ela. Emprestei a caminhonete várias vezes para ela e o namorado fazerem a mudança dela. Então, o pessoal me via com ela. Almocei uma vez na casa da irmã dela e foi a única vez que fui lá.
Vocês tinham amizade?
É tinha bastante. Fiz um aparelhinho (aparelho ortodôntico) para ela. Mas tenho esposa e filhos. Não era minha amante, não era minha namorada, nem adorava. Eu não faço isso. Não tenho nenhum BO (Boletim de Ocorrência) de agressão, de briga. Isso eu não faço, mas agora está na moda isso. Acusar médico, dentista. Me falou que iria para São Paulo. Ela freqüentava uma casa lá. Depois iria para os Estados Unidos e até troquei dólar para ela. Tinha uma filha lá e só fiquei sabendo quando estava lá na delegacia de Capivari.


 Fonte: Redação da cidade de americana  via site 'Todo Dia'
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